terça-feira, 12 de abril de 2011

Sobre as formas das aparições demoníacas

Estudante pergunta: Me responda uma curiosidade por favor, você brilhantemente me disse que as entidades da Goetia nao possuem ego *(achei fantastico isso), mas a minha duvida é porque essas entidades se são evoluídas ou sagradas (além de poderosas) se apresentam com uma forma sempre tão estranha, confusa, uma mistura de homens e animais ou coisas assim? Por que não se apresentam como formas humanas ou belas formas angelicais?



Frater Magister: As imagens mágicas de demônios parecem confusas combinações de um pesadelo, onde se mesclam partes do corpo humano e animal. Devemos levar em conta que o homem evoluiu a partir de formas de vida terrestre, e recapitula, na fase fetal, a peregrinação de mônadas para "homo sapiens", passando por insetos, peixes, anfíbios, aves e mamíferos nos primeiros três meses de gestação.

Na verdade, só no terceiro mês, quando ele finalmente adquire forma humana, um feto pode ser legitimamente indicado para abrigar uma alma humana.

Formas Demoníacas simbolizam também as subestruturas do cérebro humano, ou as tentativas de comunicação e simbiose entre espécies diversas.

Mais uma razão para não se ter medo ou desprezo pelos demônios, mas para tentar integrá-los a nossa visão espiritual do Universo. Se contatássemos com uma centena de formas de vida inteligente pelo Universo afora, concluiríamos que nem todas essas espécies possuiriam aquilo que poderíamos considerar agradável em nossa forma de visão, e nem mesmo em sua forma de pensar ou raciocinar que poderia ser algo diametralmente oposto aos nossos padrões culturais. Em termos de diferenciação de cultura podemos observar isso aqui mesmo no nosso planeta.

A humanidade pode progredir somente através da experimentação, e as formas demoníacas simbolizam também experiências da evolução. Alguns experimentos foram inconclusivos no passado onde a civilização tinha atingido estágios muito adiantados, e tornaram-se "becos sem saída", e outros ainda estão em aberto para o desenvolvimento. Portanto, o aspirante sábio interfere o mínimo possível com esses processos naturais, limitando-se a fazer cumprir somente a sua própria verdadeira vontade.

E por fim, você está redondamente enganado se achar que “todas” as formas angelicais são belas, digamos, em relação àquilo que consideraríamos como padrões de beleza. Isso é uma ilusão incurtida pela visão católica. Na antiga Fenícia e Assíria as imagens angelicais não se parecem nada com o que podemos entender de belos seres alados, eles são sim metade besta, metade humana.

E por último, convém mencionar que enquanto no trabalho mágicko o Operador Magista pode solicitar que a entidade se apresente em forma humana e sem assombro. Isto é algo previsto nas evocações.