quarta-feira, 19 de junho de 2013

Yule - 21/06
                                                   Sóror Fortuna

É desta data antiga que originou-se o Natal Cristão. Nesta data a Deusa dá a luz ao Deus, que é reverenciado como Criança Prometida. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo aos deuses que rejuvenescem nossos corações e nos deem forças para nos libertarmos das coisas antigas ou desgastadas. Coloque flores e frutos da época no altar. Se quiser pode fazer uma árvore enfeitada, pois esta é a antiga tradição pagã, onde a árvore era sagrada e os meses do ano tinham nomes de árvores. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol que nasceu para trazer luz ao mundo.
Tradição: Queimar o tronco de Yule, enfeitar árvore
Incensos: cedro, pinho e mirra
Bebidas: Vinho com especiarias ou cidra com canela
Comidas: nozes, frutas como maçã, pera, laranja. Limão e docinhos de Yule.

Docinhos de Yule

Ingredientes: (massa)
4 ovos
2 gemas.
80 gramas de açúcar
Raspas de ½ limão
80 gramas de farinha
Recheio e decoração
400 gramas de chocolate para fundir
250 gramas de mantega
150 gramas de açúcar
1 colher de Rum branco
8 cerejas

Preparo 
Bater as gemas com o açúcar e o limão até ficar cremoso. Acrescentar a farinha. Bater as claras ao ponto de neve e misturar tudo com cuidado. Forrar uma forma quadrada com papel alumínio e esparramar a massa, assar à temperatura de 200º por aproximadamente 15 min. Retire o papel alumínio e enrole a massa com a ajuda de um pano. Deixe esfriar. Derreta o chocolate em banho Maria e reserve. Bata a manteiga com o açúcar, acrescente o rum e junte com o chocolate. Desenrole a massa, cubra com o creme de chocolate, reserve um pouco para decorar, enrole novamente e cubra com chocolate e enfeite com as cerejas. Leve ao refrigerador até a hora de servir.
* Não faça a massa muito grosso para não quebrar ao enrolar, se sobrar massa use 2 formas. Pessoas mais habilidosas (do que eu) nem usam formas, simplesmente forram as grades do forno com papel alumínio e assam ali mesmo.

Tronco de Yule

      O Tronco de Yule é um pedaço da árvore enfeitada do Yule anterior que se guarda a cada ano para queimar no Yule seguinte. Se esta é a primeira vez que você comemora Yule não tem problema. Pegue um pedaço pequeno do galho de um pinheiro e grave nele com seu athame um sol. Á noite no momento da celebração queime este pedaço de tronco, com cuidado para não se machucar ou causar um incêndio dizendo: “A Roda Gira e o poder arde”! Enquanto o tronco queima visualize a imagem do Deus Sol brilhando dentro dele e medite sobre o renascimento.
Se preferir pegue este pedaço de pinheiro achate um dos lados para servir de base. Faça 3 buracos para velas, coloque uma vela branca (representando o Inverno), uma vela dourada ou verde ( representando o Deus Sol), e uma vela preta ( representando o útero da Grande Deusa). Decore com folhagens verdes (azevinho ou hera) com guirlandas vermelhas e douradas, botões de rosa, cravo e polvilhe com farinha branca. Esta Tora poderá então ser queimada, ou guardada para ser reutilizada no ano seguinte, redecorada com ramos frescos. 

Ritual 
(adapte este ritual de acordo com o seu panteão).

Abra o círculo. Evoque os 4 elementos, evoque à Grande Deusa. (Não evoque o Deus ainda, porque a altura ele ainda não nasceu).
Posicione-se de frente para o altar contemplando o caldeirão e diga: 

Não sinto dor, ainda que o mundo esteja envolto em sonhos;
Não sinto dor, ainda que os ventos gelados soprem;
Não sinto dor, isto também logo passará.

Acenda um fogo dentro de seu caldeirão, pode ser com álcool ou acenda uma vela vermelha. O Caldeirão representa o útero da Grande Deusa e o Fogo representa o Deus que está para nascer. Então diga:

Acendo este fogo em tua honra Deusa Mãe;
Criaste vida da morte, calor do frio, 
O Sol renasceu, o tempo de luz está crescendo
Fogo para a Força!
Fogo para a vida!
Fogo para o amor!
Bem vindo Deus do Sol que sempre retorna!
Salve Mãe de tudo!

Caminhe ao redor do altar e do caldeirão observando as chamas e cante:

Gira, gira, gira a roda 
A chama que havia se apagado se acendeu
Roda e roda, gira e gira
Retorna, retorna, retorna à vida, gira e gira.
Bem vinda seja a luz do Sol.
Adeus às disputas.
Roda e Roda, gira e gira
O Deus Sol morre, o Deus Sol vive
Roda e roda, gira e gira;
A morte abre as mãos e doa novas vidas
Roda e roda, por onde vai
Gira, gira, gira, a roda
A chama que havia apagado se acendeu!
Roda e roda, gira e gira...

Volte e novamente de frente ao altar medite sobre as energias ocultas adormecidas no inverno, não apenas na terra, mas dentro de nós mesmos. Pense no nascimento não como início da vida, mas como continuação. Depois de alguns minutos de meditação, olhando para o caldeirão saúde e dê as boas vindas ao Deus dizendo:

Grande Deus do Sol, dou boas vindas ao teu regresso.
Que brilhe fortemente sobre a Deusa,
Que brilhe fortemente sobre a Terra espalhando sementes e abonando o campo.
Todas as bênçãos sobre ti, renascido do Sol!

     Se quiser pode aproveitar o momento para trabalhos mágicos de renascimento e renovação. No entanto, eu particularmente acredito que devemos respeitar os Sabbats como dias de dar graças e honras aos Antigos sem pedir nada em troca. Afinal temos o ano todo para fazer trabalhos e pedidos.

Depois celebre com os comes e bebes e feche o círculo, despedindo-se dos Deuses. 

* Se for festejar com os comes e bebes em outro local, não se esqueça de trazer um pouco para o local do ritual, oferecer para os Deuses e brindar e comer deste alimento abençoado.

domingo, 16 de junho de 2013

O Símbolo do Zodíaco e os Apóstolos de Cristo.

Pergunta de um estudante: Qual a relação de Cristo com o zodíaco como é representado no afresco pintado por Leonardo Da Vinci representando a Santa Ceia?

O Zodíaco

Francisco Marengo (Frater Magister):  Vamos começar essa compreensão visualizando a figura do Zodíaco. No meio do símbolo você encontra o Sol, esse símbolo antigo foi concebido para representar a passagem do Sol através do ano. A palavra zodíaco vem do grego e significa "círculo de animais". O simbolo foi dividido em quatro partes, traçando uma cruz exatamente sobre o Sol. Então agora, focando na jornada do sol, vemos que no mundo antigo, muito tempo antes do suposto nascimento de Jesus, você encontra diversos "outros" deuses cujo aniversário era celebrado dia 25 de dezembro. E por que será? Porque em dezembro em torno de 21 e 22 de dezembro é o ponto mais baixo do ciclo anual solar no hemisfério norte, que é chamado de solstício de inverno ou como conhecido no Paganismo por Yule. Nesse período os povos antigos diziam que o Sol ou o Deus havia morrido e três dias depois ressuscitaria, ou seja, o Deus-Sol começaria sua jornada até seu ápice no verão e nesse dia, 25 de dezembro, era dito que o Sol renasceu novamente. 
Constantino
Assim, temos o cristianismo criado por um Imperador Romano Constantino adorador do Deus-Sol, através do Culto do Sol-Invictus. Ora, esse fato não era de se estranhar, pois já a muito tempo antes já existia o sincretismo religioso que trocava o nome dos deuses conforme a cultura e o povo. Ou então, os deuses dos vencidos eram transformados em demônios. Assim, o Imperador Constantino e o Catolicismo Romano nada mais fez, do que adaptar cultos antigos, sincretizá-los em santos e virgens, e demonizar aquilo que não lhe fosse conveniente. É por isso que o aniversário de Jesus é dia 25 de dezembro, e se diz que quando ele morreu levou três dias para ressuscitar. Na altura da Páscoa, o Sol entra em Áries - o Cordeiro, então Cordeiros eram sacrificados nessa época, porque os antigos acreditavam que ao sacrificá-los aos deuses, eles teriam boa fortuna, fertilidade e seus pecados ou faltas seriam perdoadas. É nesse ponto que você encontra o simbolismo de Jesus e de tantos outros espelhos no mundo pré-cristão, onde se diz que o cordeiro morreu para que nossos pecados fossem perdoados. O que os povos antigos fizeram foi simbolizar o Sol do dia 25 de dezembro como um bebê, um jovem na páscoa e homem forte no início do verão, perdendo seu poder no outono como um homem velho até sua morte no solstício. 
E o Sol era normalmente simbolizado com um homem com longos cabelos. Abaixo a figura de Metraton, a inteligência solar.
Metraton

A cruz celta, por exemplo, representa, a cruz e o Sol. Daí você vê esses símbolos, ou seja, a cruz e a coroa, representando o poder, a monarquia, ritos maçônicos, por exemplo, o Rito de York. 





No famoso quadro de Leonardo da Vinci, Jesus representa o Sol envolto a uma auréola e os doze discípulos, os doze signos do zodíaco, agrupados de três em três, ou seja três vezes quatro, que representam os três meses de cada uma das quatro estações do ano. 



Na antiga Babilônia temos Nimrod, o pai, Tammuz, o filho, eram um, filho e pai, e aí você tinha a rainha Semíramis, a mãe virgem de Tammuz. Daí temos Pai, mãe e filho. A Trindade. Nimrod era representado como a águia bicéfala. Nimrod morreu com um cordeiro aos seus pés, foi posto numa tumba e três dia após se retirou a pedra que selava a tumba e não havia ninguém lá. Curioso, não? Temos outro Deus-Sol, chamado Mithra, que foi encontrado em artefatos na Pérsia. Mithra nasceu em 25 de dezembro, de uma mãe virgem, morreu para que nossos pecados fossem perdoados, trouxeram ouro, incenso e mirra no seu nascimento. Chamavam-no de Vino (vinho?), o senhor pastor, ou seja, tudo aquilo que você encontra no Novo Testamento você descobre que o mesmo era dito sobre Mithra. 

Onde se encontra hoje o Vaticano, foram encontrados artefatos de Mithra, já que era um antigo local de adoração desse Deus. E ele foi cultuado até a suposta época de Jesus, quando mudaram seu nome. O que foi dito sobre Jesus-Mithra é exatamente o que se sabe também sobre Hórus, o filho do Deus Osiris e de Ísis, porque sabe-se que os Fenícios viveram onde posteriormente viveram os egípcios e possivelmente sincretizaram a mesma história, ou seja, Nimrod, Talmuz e Seramis, se tornaram Osíris, Ísis e Hórus no Egito.



Vejamos agora o papa, em sua cabeça, aquele chapéu engraçado, é o Míter. Se você olhar de lado parece uma cabeça de peixe. O peixe é o símbolo de Nimrod, o deus babilônico citado acima, enquanto Semíramis era representada por um pombo, símbolo atual do Espírito Santo. Para maiores informações, leia nosso ensaio sobre o Concílio de Niceia:
http://www.cursosdemagia.com.br/concilio.htm