terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cocaína - Por Aleister Crowley - parte final

Era uma pessoa muito cansada, nessa tarde calorosa de Verão de 1909, a que perambulava pelo Logroño.
Até o rio parecia preguiçoso demais para fluir, e se estancava em piscinas, com a língua para fora. O ar vislumbrava suavemente; nas cidades os terraços dos cafés estavam cheios de gente. Não tinham nada para fazer e estavam seriamente determinados a isso. Sorviam o vinho áspero dos Pirineus, ou um Riojo do sul bem aguado, ou brincavam com taças de cerveja pálida. Se algum deles tivesse lido o discurso do General O’Ryan ao soldado americano, pensariam que sua mente estava afetada.

“O álcool, seja cerveja, vinho, uísque, ou qualquer outro, engendra ineficácia. Enquanto afeta de distintas formas aos homens, seus resultados são iguais por deixar os homens fora de seu estado normal por algum tempo. Alguns se tornam descuidados, outros briguentos. Alguns se alvoroçam, outros se indispõem, algunsadormecem, outros têm suas paixões estimuladas em grandes proporções”.

No que diz respeito a nós, estávamos em marcha para Madrid. Obrigaram-nos a nos apressar. Uma semana, ou um mês, ou um ano no máximo, e nós temos que deixar Logroño em obediência ao chamado do trompete de dever. De qualquer modo, decidimos esquecê-lo por hora. Sentamos-nos, trocamos pontos de vista e experiências com os provincianos. De fato de que nos apressávamos, nos tomaram por anarquistas e lhes aliviou nossa explicação de que éramos “ingleses loucos”. E estávamos todos felizes juntos; e eu ainda estou me chutando como um louco por ter ido até Madrid.

Se alguém está em um jantar em Londres ou em Nova York, se funde num abismo de aborrecimento. Não há tema de interesse geral, não há engenho; é como esperar um trem. Em Londres um indivíduo se sobrepõe
ao ambiente bebendo uma garrafa de champanhe o mais rapidamente possível; em Nova York exageram nos coquetéis. Os vinhos ligeiros e as cervejas da Europa, tomados com moderação, não servem de nada; não há tempo de ser feliz, assim devem se excitar. Jantando só, ou com amigos, em contraste com o ambiente de uma festa, alguém pode estar inteiramente à vontade com Burgundy ou Bordeaux. Tem-se toda a noite adiante para er feliz e não é necessário se apressar. Mas o nova-iorquino normal não tem tempo nem sequer para uma ceia! Quase lamenta a ora em que seu escritório fecha. Seu cérebro, contudo está ocupado com seus planos. Quando deseja “prazer”, calcula que pode se permitir por meia hora somente. Tem que despejar garganta abaixo os mais fortes licores em velocidade máxima.

Agora imagine esse homem – ou essa mulher – com um leve impedimento: seu tempo disponível é diminuído. Já não desperdiça nem dez minutos na obtenção de “prazer”, ou talvez não se atreva a beber abertamente nafrente de outras pessoas. Pois bem, seu remédio é simples; pode conseguir a ação imediata da cocaína. Não há odor, e pode ser tão discreto como qualquer ancião eclesiástico poderia desejar. O mal da civilização é a vida intensa, que exige estimulação intensa. A natureza humana requer prazer; os prazeres saudáveis requerem ócio; devemos escolher entre a intoxicação e a sesta. Não há viciados em cocaína em Logroño.

Por outro lado, na ausência de uma atmosfera, a vida exige uma conversação; devemos escolher entre a intoxicação e o cultivo da mente. Não há viciados entre as pessoas preocupadas em primeiro lugar com a ciência, a filosofia, a arte e a literatura.

Todavia, concedamos as reivindicações dos proibidores. Admitamos o argumento sustentado pela polícia de que a cocaína e outras drogas são usadas por criminosos que de outra forma não teriam sangue frio para agir. Também se afirma que os efeitos da droga são tão mortais que os ladrões mais astutos rapidamente perdem suas habilidades. Por todos os céus, então que montem armazéns onde se possa conseguir cocaína grátis!

Você não pode curar um viciado; você não pode fazer dele um cidadão útil. Ele nunca foi um bom cidadão, se o fosse não cairia na escravidão do vício. Se o reforma temporariamente, com grande custo, risco e problemas, todo o trabalho desaparecerá como uma bruma matinal quando ele encarar a próxima tentação. O remédio apropriado é deixar que siga seu caminho e que vá para o diabo. Em vez de menores quantidades da droga, dá a ele mais droga e acaba com ele. Seu destino será uma advertência para seus vizinhos e em um ano ou dois as pessoas que o conheceram terão um pouco mais de senso para evitar o perigo. Os que não o tenham, deixe que morram também e salva o estado. Os débeis morais são um perigo para a sociedade, seja qual for a linha que sigam suas faltas. Se eles são tão amáveis enquanto se matam seria um crime interferir.

Direis que enquanto estas pessoas vão se matando elas vão também causando desordem. Talvez, mas elas já estão fazendo isso agora.

A proibição criou um tráfico criminoso subterrâneo, como sempre acontece; e os males que advém disso são imensuráveis. Milhares de cidadãos estão associados para derrotar a lei, e verdadeiramente a própria lei os suborna para fazerem isso, pois os lucros do comércio ilícito são enormes, e quanto mais restrita é a proibição, mais irracionalmente grandes são esses lucros. Fazer isso pode erradicar o uso de lenços de seda e as pessoas dirão: “pois muito bem, usaremos o linho”. Mas o cocainômano deseja cocaína e não podereis dissuadi-lo com sais de Epsom. Por outro lado, sua mente perdeu toda proporção; pagará qualquer coisa por sua droga; ele nunca dirá “não posso pagar isso”; e se o preço é alto ele furtará, roubará e matará para consegui-la. Volto a dizer: não se pode curar um viciado; tudo o que for feito para evitar que consigam a droga resultará em uma classe de criminosos astutos e perigosos, mesmo que os prenda a todos, algum deles terá melhorado?

Enquanto tenham lucros tão grandes (de mil a dois mil por cento) ao alcance dos distribuidores secretos, será de interesse deles criar novas vítimas. E os benefícios na atualidade valeriam minha ida e volta de primeira classe para Londres para contrabandear não mais cocaína do que aquela que cabe no forro do meu sobretudo! Com todos os gastos pagos e com uma bela quantia em dinheiro no banco ao final da viagem! E ainda com toda a lei, espiões e outros, eu poderia vender meu material no bairro chinês com um risco mínimo em uma só noite.

Outro ponto é este. A proibição não pode ser levada ao extremo. É impossível, em última instância, tirar as drogas dos médicos. Agora os médicos, mais que qualquer outra classe, são viciados; e também há muitos que traficarão drogas motivados pelo dinheiro ou pelo poder. Se você possui uma provisão da droga, você é capaz de ser o amo do corpo e da alma de qualquer pessoa que necessite dela.

As pessoas não entendem que uma droga, para seu escravo, é mais valiosa que o ouro ou os diamantes; uma mulher virtuosa pode estar por cima dos rubis, mas a experiência médica nos diz que não há mulher virtuosa necessitada de droga que não se prostitua para um maltrapilho em troca de uma cheirada.E se for verdade que um quinto da população dessa pequena e incorreta ilha usa alguma droga, então teremosuns tempos muito vivos.

O disparate do argumento proibicionista é demonstrado pela experiência de Londres e de outras cidades européias. Em Londres qualquer pai de família, ou pessoa de aspecto respeitável, pode comprar droga tão facilmente como se fosse queijo; e Londres não está cheia de maníacos delirantes, cheirando cocaína pelas esquinas, nos intervalos produzidos entre arrobamentos, violações, incêndios provocados, assassinatos, estelionatos e crimes de alta traição, como nos asseguram que deve ser o caso quando se permite amavelmente que um povo livre exercite um pouco de sua liberdade. Ou, se o argumento proibicionista não é absurdo, então é um comentário sobre o nível moral do povo dos Estados Unidos que teria ofendido justamente aos diabos de Gadara após terem entrado nos porcos.

Não estou aqui para protestar em seu nome; observando a justiça da observação, continuo dizendo que a
proibição não é nenhum um (único) remédio. O remédio está em dar para as pessoas algo sobre o que possam ensar, em desenvolver suas mentes, em preenchê-las de ambições mais além dos dólares, em instaurar uma pauta de logro que fosse medida em termo de realidades eternas. Em uma palavra, em educá-las. Se isto parece impossível, felicitações; é outro argumento para encorajá-los a tomarem cocaína.

FIM.

Cocaína - Por Aleister Crowley - parte III


Considera o débto da humanidade para com o ópio. Estaria ele absolvido pela morte de alguns perdidos devido ao seu abuso?
A importância deste ensaio firma-se na discussão da pergunta prática: As drogas deveriam ser acessíveis ao público?
Aqui me detenho brevemente para pedir a indulgência do povo americano. Vejo-me obrigado a defender um ponto de vista surpreendente e impopular. Sou compelido em proferir certas verdades terríveis. Estou naposição pouco invejável de quem pede para que os outros fechem os olhos ao particular para que assim possam visualizar o geral.
Creio eu que em matéria de legislação, a América está procedendo em geral sobre uma teoria inteiramente falsa. Creio que a moralidade construtiva é melhor que a repressão. Creio que a democracia, mais do que qualquer outra forma de governo, deve confiar nas pessoas, como especificamente finge fazer.

Agora me parece oportuno usar táticas melhores e mais convincentes para atacar a teoria contrária em seu ponto mais forte.Para isto deveria ser mostrado que nem mesmo no caso mais discutível está um governo justificado em restringir o uso, como se essa fosse a causa do abuso; ou, admitindo esta justificação, discutamos sobre sua utilidade.

Assim à questão: as drogas “que produzem hábito” deveriam ser acessíveis ao público?

A questão é de interesse imediato, porque o admitido fracasso da Lei Harrison deu origem a uma nova

proposição - uma que faz pior. Não argumentarei aqui sobre a magnífica tese da liberdade. Os homens livres decidiram há muito tempo. Quem manterá que o voluntário sacrifício da vida de Cristo foi imoral porque privou o estado de um útil contribuinte?

Não; a vida de um homem pertence a ele mesmo, e ele tem direito de destruí-la como queira, a menos que ele se intrometa ostensivamente nos privilégios de seus vizinhos.

Mas justamente essa é a questão. Nos tempos modernos a comunidade inteira é nossa vizinha e não devemos prejudicá-la. Muito bem; então há prós e contras, e um equilíbrio a determinar.

Na América a idéia da proibição de todas as coisas é transmitida, majoritariamente por periódicos histéricos, até um extremo fanático, “sensação a qualquer custo até domingo” é o equivalente na maioria das salas editoriais da alegada ordem alemã para capturar Calais. Conseqüentemente os perigos de todas e cada uma das coisas são celebradas ditirambicamente pelos Coribantes da imprensa, sendo a proibição o único remédio. O Sr “A” dispara um revolver contra o Sr “B”; remédio: a lei de Sullivan. Na prática isto funciona bem, porque a lei não se faz cumprir contra o chefe de família que tem um revolver para se proteger, mas é uma arma prática contra o gangster e economiza o trabalho da polícia em provar a intenção criminosa.

Mas essa é a idéia incorreta. Recentemente um homem disparou um rifle equipado com silenciador Maxim contra sua família e contra si mesmo. O remédio: uma lei para proibir os silenciadores Maxim! Sem perceber que se o homem não tivesse arma alguma ele teria estrangulado sua família com as próprias mãos. Os reformadores americanos parecem não ter idéia de que, em qualquer época ou com respeito a qualquer coisa, que o único remédio para o errado é o certo; que a educação moral, o autodomínio, os bons modos, salvarão o mundo; e que a legislação não é simplesmente uma coisa inútil, e sim um vapor sufocante.

Além disso, um excesso de legislação ocasiona a derrota de seus próprios fins. Criminaliza a população inteira e converte todos em policiais e delatores. A saúde moral do povo assim está arruinada para sempre; somente a revolução pode salva-lo.

Agora, na América, a lei de Harrison faz teoricamente impossível para o leigo, difícil inclusive para o médico,
obter “drogas narcóticas”. Mas quase cada lavanderia chinesa é um centro de distribuição de cocaína, morfina e heroína. Negros e vendedores andarilhos também fazem um comércio ambulante. Alguns calculam que uma a cada cinco pessoas em Manhattan é viciada em uma ou outra dessas drogas. Apenas posso crer nesta estimativa, apesar de que a busca por distração é maníaca entre essas pessoas que tem tão pouco apreço pela arte, pela literatura ou pela música, pessoas que não têm nenhum dos recursos que os povos de outras nações possuem em suas mentes cultivadas.




Cocaína - Por Aleister Crowley - parte II

Não há uma escola de filósofos, fria e cínica, que considera Deus um enganador? Que pensa que Ele se satisfaz no desprezo da insignificância de suas criaturas? Deveriam basear suas teses na cocaína! Aqui jaz uma amargura, uma ironia e uma crueldade inefáveis. Este presente da felicidade repentina e segura é dado para atormentar na tentação. A história de Job não contém nenhum traço tão azedo. O que seria mais friamente odioso, uma cena de espírito mais desalmado, que oferecer tal dádiva e dizer “Não deveis usar”?

Não poderiam nos deixar afrontar as misérias da vida, más como são, sem esta angústia primordial de conhecero gozo perfeito ao nosso alcance, e o preço dessa alegria multiplicado por dez de nossa angústia? A felicidade da cocaína não é passiva ou serena como a das bestas; é consciente de si mesma. Diz ao homem o que ele é, e o que poderia chegar a ser; oferece ao homem a semelhança da divindade, ainda que ele saiba que é um verme. Desperta um descontente tão agudo que nunca voltará a dormir. Cria fome. Dá a cocaína para um homem já sábio, instruído no mundo e de força moral, a um homem com inteligência e autodomínio. Se realmente é dono de si mesmo, não lhe fará nenhum dano. Saberá que é uma armadilha; ele terá cuidado em repetir tais experimentos como poderia fazer; e possivelmente o vislumbre de seu objetivo pode inclusive lhe incentivar em seu logro por aqueles meios que Deus designou para Seus santos. Mas dá isso ao estúpido, ao homem indulgente consigo mesmo, ao que está entediado – para o homem comum, em uma palavra – e ele está perdido. Ele dirá, com lógica perfeita: “Isto é o que Eu quero”. Ele não sabe nada, nem poderia saber, sobre o caminho verdadeiro; e o caminho falso é o único que ele vê. Necessita de cocaína, e toma outra vez e outra vez. O contraste entre sua vida de larva e sua vida de borboleta é demasiado amargo para que sua alma pouco filosófica suporte; ele se recusa em tomar o enxofre com o melaço. E dessa maneira ele já não pode tolerar os momentos de infelicidade, ou seja, da vida normal, porque é assim como agora ele a considera. Os intervalos entre seus prazeres diminuem.E ai! O poder da droga diminui a passos aterradores. As doses aumentam; os prazeres diminuem. Os efeitos secundários, invisíveis no princípio, se apresentam; são como diabos com tridentes flamejantes em suas mãos.

Usar um pouco da droga não traz reações perceptíveis em um homem saudável. Ele vai para a cama quando der ahora, dorme bem e acorda descansado. Os índios sul-americanos mascam essa droga em sua forma primitiva durantesua marcha a pé e conseguem prodígios desafiando a fome, a sede e o cansaço. Mas a utilizam somente como último recurso; afinal, um descanso prolongado e comida abundante permitem que o corpo se recupere. Também ocorre que os selvagens, diferentes da maioria dos habitantes das cidades, possuem mais força e senso moral.Pode-se dizer o mesmo de chineses e hindus sobre o uso do ópio. Todos o utilizam, e só em raros casos que seu uso se converte em vício. Para eles é como o nosso tabaco.

Mas quem abusa da cocaína por prazer, logo ouve a voz da natureza; e se não a escuta os nervos se cansam do estímulo constante, necessitam de descanso e de alimento. Existe um ponto no qual o cavalo esgotado não responde a nenhum chicote e a nenhum estímulo. Tropeça, cai e arqueja seu último suspiro de vida.

Assim perece o escravo da cocaína. Com cada nervo clamando, tudo o que pode fazer é renovar o golpe doveneno. O efeito farmacêutico acabou; mas o efeito tóxico se acumula. Os nervos enlouquecem. A vítima começa a ter alucinações. “Olha! Há um gato cinza naquela cadeira. Não havia dito nada, mas esteve aí o tempo todo.”

Ou então aparecem ratos. “Encanta-me vê-los subindo pelas cortinas. Ah, sim! Já sei que não são ratos de verdade. Ainda que esse aí no chão seja real. Uma vez quase o matei. Esse é o que vi primeiro; é um rato de
verdade. No princípio o vi no peitoril da janela numa noite.”

Tal é a mania dele. E o prazer passa logo, seguido por seu contrário, como Eros por Anteros.

“Oh, não! Nunca se aproximaram tanto”. Passam alguns dias e já se arrastam sobre a pele, roendo intoleravelmente, sem parar, repugnantes e inexoráveis.

É desnecessário descrever o final, prolongado como este pode ser, porque apesar da desconcertante destreza desenvolvida pelo desejo da droga, o estado demente paralisa o paciente. Sua abstinência durante uma temporada, muitas vezes forçada, está longe de apaziguar os sintomas físicos e mentais. Então ele procura uma nova provisão da droga, e com zelo decuplicado o maníaco, tomando o bocado entre os dentes, galopa pela margem negra da morte.

Todos os tormentos da condenação vêm antes que essa morte chegue. O sentido do tempo está destruído, de modo que uma hora de abstinência pode reservar mais horrores que um século de dor ligado ao tempo e ao espaço.

Os psicólogos pouco entendem de como o ciclo fisiológico da vida, e a normalidade do cérebro, tornam a existência insignificante tanto para o bom como para o mau. Para compreender isso, priva-se um dia ou dois; vê como a vida arrasta uma dor subconsciente constante. Com fome de droga, este efeito se multiplica por mil. O tempo mesmo é abolido. O verdadeiro inferno eterno metafísico está realmente presente na consciência, que perdeu seus limites sem encontrar Aquele que não tem limite.

Grande parte disso já é bem sabida; o senso dramático me força a enfatizar o que já se conhece comumente,a causa da dimensão da tragédia – ou da comédia, se tivéssemos essa capacidade de nos distanciarmos do humano, que atribuímos somente aos homens grandiosos, aos Aristófanes, os Shakespeares, os Balzacs, os Rabelais, os Voltaires, os Byrons, esse poder que faz os poetas ora compassivos das aflições dos homens, ora alegremente depreciativos de seu desconcerto.

Mas eu deveria destacar mais sabiamente o fato de que os melhores homens podem utilizar essa droga – e
muitas outras – com benefícios para si mesmos e para a humanidade. Somente a usariam para realizar grandes trabalhos que não poderiam fazer sem ela, como os índios de quem falava acima. Cito Herbert Spencer como exemplo, que tomava morfina, nunca excedendo certa dose prescrita. Wilkie Collins também superou a agonia de sua gota reumática com láudano e nos deu obras mestras não superadas. Alguns foram demasiadamente longe. Baudelaire se crucificou, em corpo e mente, em seu amor pela humanidade; Verlaine se converteu no final em escravo, quando havia sido tanto tempo o amo. Francis Thompson se matou com ópio, da mesma forma que Edgar Allan Poe. James Thomson fez o mesmo com o álcool. Os casos de De Quincey e H.G. Ludlow são menores, mas similares, usando respectivamente láudano e haxixe.

O grande Paracelso, que descobriu o hidrogênio, o zinco e o ópio, empregou deliberadamente o álcool comoexcitante, compensando-o com exercícios físicos violentos, para fazer aflorar as energias de sua mente.

Coleridge deu o melhor de si sob influência dos efeitos do ópio, e devemos a perda do final de Kubla Khan à interrupção de um “importuno homem de Porlock”, maldito seja para sempre na história da raça humana!



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Cocaína - Por Aleister Crowley - parte I




I


De todas as Graças que crescem sobre o trono de Vênus, a mais tímida e ardilosa é essa donzela que os mortais chamam Felicidade. Nenhuma é tão avidamente procurada; nenhuma é tão difícil de conseguir. De fato, somente os santos e os mártires, normalmente desconhecidos pela humanidade, a encontraram; alcançaram-na fundindo neles mesmos o sentido do Ego com o aço incandescente da meditação, dissolvendo-se naquele divino oceano da Percepção cuja espuma é calma e de perfeita felicidade.

Para os outros, a Felicidade surge somente de forma casual; quando menos é procurada, talvez apareça. Buscareis sem encontrá-la; perguntareis, e não obtereis resposta; golpeareis, e não se abrirá diante de vós. A Felicidade é sempre um acidente divino. Não é uma qualidade definida; é a plenitude das circunstâncias. É inútil mesclar seus ingredientes; na vida, os experimentos que a produziram no passado podem se repetir indefinidamente, com destreza e variedade infinitas - em vão.

Que uma entidade tão metafísica possa se produzir em um momento, e não por meio da sabedoria ou de uma fórmula mágica, mas por uma simples erva, parece algo mais do que um conto de fadas. O mais sábio dos homens não pode aumentar a felicidade de outros, ainda que lhes conceda juventude, beleza, abundância, saúde, juízo e amor; o mais baixo vilão, tremendo em farrapos, destituído, doente, velho, covarde, estúpido, um mero brejo de cobiça, pode tirá-la rapidamente como um sopro. A coisa é tão paradoxal quanto a vida e tão mística
quanto a morte.

Olha esse reluzente montinho de cristais! Eles são Cloridrato de Cocaína. Para o geólogo parecerá mica; paramim, o alpinista, elas são como flocos de neve, alados e resplandecentes, que florescem especialmente ali onde as rochas sobressaem do gelo das fendas das geleiras e há aqueles que o vento e o sol beijaram e se converteram em espectros. Para aqueles que não conhecem as grandes montanhas, eles podem sugerir a neve que centelha entreas árvores em casulos de luz e brilho. O reino das fadas possui tais jóias. Para aquele que as prove em seu nariz – seus acólitos e escravos – devem parecer como o orvalho do alento de algum grande demônio da Imensidão congelado em sua barba pelo frio.

Nunca houve um elixir mágico tão instantâneo quanto à cocaína. Dê isso não importa a quem, escolha o último fracassado da terra; deixa que ele sofra todas as torturas da enfermidade; arrebata dele toda a esperança, fé e amor. Então olha, observa o dorso da mão cansada, a pele descolorida e enrugada, talvez inchada por algum czema agonizante, talvez putrefata por alguma chaga maligna. Que coloque sobre ele essa neve reluzente, só uns poucos grãos, um montinho de pó estrelado. O braço consumido se levanta lentamente até a cabeça, que é pouco mais que uma caveira; a respiração débil absorve esse pó radiante. Agora devemos esperar. Um minuto - talvez cinco.

Então sucede o milagre dos milagres, tão certo quanto à morte, mas tão imperioso como a vida; algo ainda mais milagroso, por ser tão súbito, tão distante do curso normal da evolução. Natura non facit saltum – a natureza nunca dá um salto. Certo - e, por conseguinte, este milagre parece contra a natureza. A melancolia desaparece; os olhos brilham; a boca triste sorri. Quase retorna o vigor viril, ou parece retornar. Quanto menos acodem a fé, a esperança e o amor para a dança; tudo o que foi perdido é encontrado.

O homem é feliz.

Para um indivíduo a droga pode trazer vivacidade, para outro, languidez; a outro força criativa, a outra energia incansável, a outro encanto e a outro mais concupiscência. Mas cada um é feliz a sua maneira. Pensa nisso!
Tão simples e tão transcendental! O homem é feliz!

Viajei por cada canto do mundo; vi tais maravilhas na Natureza que minha pena ainda crepita quando tento retratá-las; vi muitos milagres que surgiram do gênio do homem; mas nunca vi uma maravilha como essa.

Continua ...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SPELLBOOK - O Livro do Feiticeiro - Mistérios da Escuridão - Vol I


 
Este livro traz relatos exclusivos e assombrosos sobre mistérios iniciáticos, além de variados casos espirituais vivenciados e analisados por Frater Magister a luz da experimentação científica.
SPELLBOOK – O livro do feiticeiro – Vol.I  é um passeio pelos mundos ocultos e pelas forças da natureza, onde Frater Magister atesta sua tese de que o desconhecimento e o descaso com as forças ocultas são por si só o mal e a infelicidade de cada um. Um livro imperdível para os estudiosos, pesquisadores e caçadores de mistérios.
Maiores informações em nosso site: http://www.cursosdemagia.com.br/spellbook.htm
VÍDEO PROMOCIONAL


     
Atenciosamente;
Francisco Marengo
Frater Magister
(19) 9139-1271
(19) 3673-4546
 Onde a Magia acontece!
            

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

sábado, 13 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Perguntas sobre incorporação, mediunidade anímica e exus.

Estudante: Bom, estou evoluindo no aprendizado, agora me seria de grande valia saber sobre a natureza da manifestação medianímica e da formação e atuação dos forma-pensamento. Quando li vossa explicação sobre ser os formas-pensamento a manifestação anímica do médium, logo me veio a lembrança de uma explicação que lí no site de um tal Babalorixá sobre o fenômeno da incorporação:
"Vejam como funciona: existe uma fusão do espirito do médium com o espírito comunicante, criando-se uma terceira energia. Gosto de dar exemplos. O café e o leite, separados, são puros. Misturados criam uma terceira bebida, podendo ser mais preto ou mais branco, conforme a quantidade das bebidas. Mas sempre, a união de ambos, terá uma terceira qualidade.
É impossível a comunicação pura do espírito. O importante é a presença do espírito, com maior ou menor intensidade."
Julgo essa explicação um tanto simplória, mas com sentido. Não creio que seja realmente uma fusão da alma comunicante com a alma do médium.

Frater Magister: Bom meu caro, vamos começar aqui a dividir os princípios se você pretende ser um estudioso do mundo oculto. Primeiramente não estamos aqui tratando de almas, e sim de espíritos. A alma é o princípio imortal, Nephesh, o sopro do Criador, o princípio e a fonte de toda a sabedoria acumulada de todas as nossas existências. O espírito é o ego, é o João da Silva por exemplo. O que anima o corpo é o espírito e o que anima o espírito é a alma, falando a grosso modo. O espírito é forjado pelas soma das experiências dessa única existência e de pequenos nuances compreendidos por informações genéticas e espirituais.Você não tem a mínima noção de quem foi em vidas pregressas, ou se tiver, é apenas uma pequena lembrança situado no principal elemento do espírito onde a alma imortal reside denominado de akasha. Bom, mas posso estar complicando as coisas para você, então é mais importante nesse momento que você entenda que de uma vida para outra muitos egos animaram os corpos em que viveu no plano físico, e a cada ego você acumulou mais ou menos conhecimentos que passaram a enriquecer a sua alma em sabedoria. Pois bem, toda manifestação se dá realmente pelo que chamamos de ternário, ou seja, energia, espírito e matéria. Obviamente seu espírito não deixa o seu corpo numa incoporação, mas é a energia do espírito que incorpora que o moverá. Entenda a seguinte analogia: Imagine um cavalo, um cocheiro e uma carroça. Ora, para vc animar e movimentar a carroça (corpo físico), necessitará do cavalo (energia), que consequentemente é movido pelo cocheiro (espírito) que dá a direção e orientação que deseja a carroça( corpo físico). Sim, daí fica fácil para entender, o espírito que incorpora poderia sentar ao lado do cocheiro e transmitir o que deseja, como pode pegar as rédeas da carroça e dirigir sua energia movimentando o corpo físico. Os graus dessa incorporação variam de acordo com o grau de comando do espírito sobre o medium. Creio que agora ficaria mais simples entender o processo.


Estudante: Mas seria algo realmente como o café e o leite, se compararmos o café com a atuação do espírito comunicante, o leite ao animismo mediúnico e a mistura dos dois à energia final. Assim, para se obter um café-com-leite, necessariamente, se torna presciso ter uma quantidade de leite, mesmo que seja mínima. Outrossim, não existe manifestação psicofônica ou psicográfica sem animismo, sendo assim, uma manifestação medianímica.

Frater Magister: Seguindo o exemplo acima, o medium anímico teria a capacidade de criar um ego artificial com as características incorporadas por observação. Ora, o Caboclo x, vem grita, bate no peito e lança sua flecha invisível no momento da incorporação, o medium anímico motivado pelo encanto mágicko e magnético do rito, do local, dos pontos cantados, dos odores da defumação, etc. Esse estado de êxtase mediúnico o lança num contato com o seu subconsciente, podendo resgatar em parte os conhecimentos da alma aplicando-os no seu trabalho mediúnico.

Estudante: Quando este animismo é de baixo grau ou passivo(geralmente inconsciente), não influi significativamente na atuação do espírito comunicante, e seria a incorporação natural de uma alma. - de um espírito. Quando de auto grau ou ativo(geralmente consciente) influi significativamente na atuação do espírito comunicante, é aquilo que eu conheço como meia-canga - porém não acredito ter a ver o grau de desenvolvimento do médium com mediunismo inconsciente ou semi-inconciente, e o médium mais desenvolvido é o menos anímico.

Frater Magister: De fato a mediunidade passa de inconsciente para consciente com o devido tempo, pois quanto mais o medium evolui menos necessidade ele tem de incorporação plena, e cada vez mais vai existindo uma simbiose do médium com o espírito. Despertam-se cada vez mais os dons adormecidos no medium, clarividência, clariaudiência, premonições, sem a necessidade da intervenção constante do espírito, e isso se dá pois o fenômeno da incorporação favorece a ascensão da energia kundalínea que irá irrigar a hipófise, a glandula pineal e os chacras de maneira geral.

Estudante: Creio que o problema desta terceira energia começa(talvéz não necessáriamente) quando o espírito passa a sua comunicação com menor intensidade - talvéz pelo médium, ainda em desenvolvimento, ser muito anímico e afim de "acostumá-lo" - e o médium começa a "agir por sí só"  acreditanto piamente ser o espiríto a comunicar-se. E esta atitude, da parte do médium, gera uma força telemática capaz de criar uma forma de vida e inteligência artificial, que quanto mais tempo, tanto mais força e forma fluidica toma, passando a nutrir-se com as energias do médium, tornando-se um vampiro, e podendo até avivar um possível cascão que encontrar.

Frater Magister: Não, aqui você coloca a mediunidade anímica como algo pernicioso ao médium, coisa que não é. Segundo que a forma-pensamento não irá vampirizar o medium e nem mesmo avivar um cascão astral, ou larva, uma vez que este já seja avivado por força do ego do espírito falecido. Note uma sensível diferença, eu disse - o cascão astral foi avivado por força do ego inferior do espírito essencialmente preso a matéria e pelos parentes do espírito, mantendo suas características enquanto vivia, só que nutrindo-se da bioenergia de seus "parentes" que "colaboraram" em avivá-lo, bem como, de todas as pessoas que por desequilíbrio energético possam fornecer-lhes essa energia. Eles são larvas astrais, vampiros de energia. Eles podem incorporar ao medium para nutrirem-se também, desde que o médium esteja em desequilíbrio energético também. Tudo é uma lei de atração. Já o medium bem intencionado e equilibrado, poderá criar uma forma-pensamento salutar e desenvolver um excelente trabalho mediúnico desde que aprimore-se cada vez mais. Estudante: A partir daí acho justo o afastamento do espírito guia por ter sido consciente a atuação do médium, consciente não por criar o forma-pensamento, mas por agir por sí só.

Estudante: Gostaria de saber se é realmente assim que se dão estes fenômenos. Se sim, me explicaria como funciona na prática algumas dúvidas e experiências vividas, como por exemplo, o motivo de se dar na apostila esta como uma religião thelêmica, e apesar de eu crêr que vai além disso, me explica pelo menos uma parte, ou me dá no mínimo uma referência.


Frater Magister: Sim, da no mínimo uma referência desde que entenda o real significado da filosofia telêmica. Nossos ensaios passam muitos aspectos dessa filosofia.


Estudante: Permita-me elucidar apenas mais alguns pontos sobre este assunto, e acho que dou-me por encerrado o tema:

Frater Magister: Bom J., vamos começar aqui a dividir os princípios se você pretende ser um estudioso do mundo oculto. Primeiramente não estamos aqui tratando de almas, e sim de espíritos. A alma é o princípio imortal, Nephesh, o sopro do Criador, o princípio e a fonte de toda a sabedoria acumulada de todas as nossas existências. O espírito é o ego, é o João Paulo por exemplo. O que anima o corpo é o espírito e o que anima o espírito é a alma, falando a grosso modo. O espírito é forjado pelas soma das experiências dessa única existência e de pequenos nuances compreendidos por informações genéticas e espirituais. Você não tem a mínima noção de quem foi em vidas pregressas, ou se tiver, é apenas uma pequena lembrança situado no principal elemento do espírito onde a alma imortal reside denominado de akasha. Bom, mas posso estar complicando as coisas para você, então é mais importante nesse momento que você entenda que de uma vida para outra muitos egos animaram os corpos em que viveu no plano físico, e a cada ego você acumulou mais ou menos conhecimentos que passaram a enriquecer a sua alma em sabedoria.

Estudante: Assim como eu imaginava, perfeitamente, o princípio de alma. Eu apenas usava o termo por receio da palavra Espírito se tornar um tanto elástica e motivo de qualquer confusão mínima, visto que estou me referindo apenas a espíritos de pessoas desencarnadas, e não qualquer outra forma de energia.

Frater Magister: Entendido, mas já que vc está aqui para aprender, nada melhor do que usar a terminologia de forma correta, e esse é o primeiro princípio para assimilar os conceitos de natureza oculta.

Estudante: Acho que estou entendendo a natureza de todo o processo, mas veja, creio que de um medium mal intencionado, ou mal dirigido, ou com intensões egóicas só pode por formar uma terceira energia da mesma natureza ou atrair para sí espíritos da mesma natureza. Desta forma, creio que também um bom trabalho, bem como a segurança do templo dependa da índole e das intenções de todos os médiuns, principalmente do dirigente da casa, claro. Assim, pessoas retas realizam um trabalho reto, pessoas tortas realizam um trabalho torto. Sem generalizar, realmente creio que é basicamente assim.

Frater Magister: Bom, você está preso a conceitos do bem e do mal, do certo e do errado. Convém deixá-los, digo, esses conceitos, para suas atitudes pessoais na conformidade daquilo que acredita. Já no que tange a Ocultismo, bem e mal são conceitos relativos e é fácil provar isso com uma ou duas analogias.
Médiuns podem trabalhar com forças telúricas e energias trevosas de forma muito eficiente, dentro da sua esfera de ação, podem curar ou causas males.

Estudante: Acredito que quase todo médium bem-intencionado gostaria de uma incorporação onde ficaria, consciente ou inconsciente, "submisso" ao espírito comunicante, dando a este total liberdade para agir, tendo assim uma incorporação o menos anímica possível.

Frater Magister: De novo vc se perdeu em conceitos de natureza religiosa ou de crença pessoal. Mediunidade ou dons espirituais não são diretamente proporcionais a intenção do medium. Ele pode ser um medium anímico e praticar feitiçaria destrutiva de forma bem eficiente. Não estamos aqui julgando, apenas tratando das relações ocultas entre médiuns e o plano astral. Não existe isso de para o "bonzinho" dá tudo certo, para o "malzinho" dá tudo errado. Pois se pensar assim, vai acabar se surpreendendo na hora que precisar usar seus dons para quebrar um potente trabalho de feitiçaria ou magia negra (falando popularmente, pois o termo mais correto seria magia contrária).
O que deve ser analisado é a metodologia da eficiência, então coloque na cabeça que o medium "mal intencionado" pode ser um medium muito eficiente e fazer trabalhos igualmente eficientes. Para isso basta que ele tenha, foco, conhecimento do que faz, vontade forte, bem direcionada e desenvolvida.

Estudante: Para um bom magista isso deve ocorrer de acordo com a vontade consciente dele. Agora como um médium pouco experiente, mal instruído e inseguro seja capaz de conseguir isso atravéz de uma incorporação semi-consciente (como é meu caso)?

Frater Magister: Bom, insegurança e desconhecimento são realmente fatores limitantes em qualquer coisa que faça em sua vida e isso é bastante óbvio.

Estudante: Uma outra pergunta: É possível desenvolver nossas potencialidades ou dons sem incroporar, talvéz atravéz de exercícios a fim de "domesticar" a mente e explorar ao máximo as potencialidades do espírito, ou atravéz de pactos para os devidos fins? Francisco, de fato, o que é um kiumba? Já que esta entidade trevosa não necessáriamente prescisa ser um espírito desencarnado.

Frater Magister: Os kiumbas são seres de baixa estirpe espiritual, podendo ser um espírito desencarnado, uma larva ou cascão astral, ou até mesmo seres artificiais também conhecido por seres elementares (não confundir com elementais - gnomos, silfos, salamandras, ondinas,etc.). Normalmente os Exus fazem uso desses seres e os atam como servos astrais a sua estrutura de comando.

Estudante: Compreendo. Existe um certo preconceito por parte de quem "sabe" muito, aceitar algumas verdades de quem estuda para conhecer um pouco. O pai-de-santo da antiga casa que eu frequentava afirmava veementemente que kiumbas eram espíritos desencarnados sem luz e voltados a práticas para o mal, indistintamente. Bom, nunca questionei-o, afinal como ele sempre dizia, se ele não soubesse não seria pai-de-santo.Também já ouvi e lí alguma coisa sobre um suposto culto de magia negra denominado kiumbanda, que seria semelhante a umbanda e quimbanda, porém com a manifestação apenas de kiumbas. Me pareceu em muito "assimilado" com uma também suposta quimbanda baixa, ou quimbanda negra ou simplesmente a quimbanda, e esta por sua vez de fato é confundida com a segunda linha da umbanda - diz este mesmo pai-de-santo que não existe exu de umbanda. Mas apesar de tudo ele realiza trabalhos realmente eficientes, e eu não tenho conhecimento sobre a existencia de quimbanda baixa ou negra, apenas ouvi alguns boatos ou devo lido em algum lugar.

Frater Magister:A verdade é obtida no campo das experimentações. Já o que disse seu pai-de-santo sobre os kiumbas é correto mas incompleto conforme eu mencionei acima.Este termo Kiumbanda é apenas uma derivação incorreta. Não se trata de um culto de kiumbas, culto esse que não faria nenhum sentido, uma vez que tais seres sejam de fato de baixa estirpe espiritual.Não existe Kimbanda baixa, nem alta, nem coisa semelhante. Ela é o culto dos Exus que trabalham livremente sem estarem atados aos Guias e Orixás de Umbanda.A esquerda de Umbanda existe sim, porém ela não é Kimbanda, e nem os exus de Umbanda são os mesmos da Kimbanda. São cultos diferentes onde cada um baixa onde tiver mais sintonia com seu estado vibratório, o que não quer dizer mais ou menos evolução.Isso é óbvio, é isso afinal que os Magos fazem. Incorporar ou não incorporar são meros detalhes para o Mago. Faça tudo como um complemento de seus estudos, toda experiência é válida. Ninguém precisa ir contra sua própria natureza. Deixe fluir! Tudo se baseia no poder da "Vontade".

Estudante: Caro Frater pelo que li a pesoa que tem a incorporação conciente é mais evoluida que a pessoa que tem a incorporação inconciente.Melhor exemplo de ego que pude ter e entender perfeitamente. o ego é Jõao de tal... perfeito. alto e claro.Exemplo do cavalo...carroça tb muito valido.Eu sou médium que tem a incorporação conciente.....por exemplo sabado vai ter uma gira de esù.... e tudo que ele faz eu vejo e escuto...ate suas palavras falada que eu não entendo nada.
No começo não só com esù..mas caboclo etc...eu pensava será que sou eu? pq agente fica em duvida...se preocupa....mas aprendi em confiar mais no companheiro e deixar a mente limpa e não se preocupar independente do que ele estiver fazendo ou ate de algo "cavernoso" penso assim ele sabe que ta fazendo.....confiar no companheiro é um fato muito importante sempre....e claro manter sempre a calma e tb conversar mentalmente com ele que conserteza ele esta "ouvindo".
Amo muito que pratico ...amo todos companheiros guias...de fato a incorporação conciente é mais evolutiva que a inconciente???
De fato é verdade pq como sou tb medium de transporte...e uma vez um kiumba me pegou e não fiquei conciente.....este egum me pegou era uma alma certo?
De fato a incorporação consciente é mais evoluída que a inconsciente?

Frater Magister: De fato é! E é muito simples de ser entendido, pois ao trabalharmos espiritualmente também buscamos o nosso aperfeiçoamento interior. Isso de fato só é possível se a incorporação se der numa simbiose perfeita entre médium e espírito sem a necessidade de possessões grosseiras ou inconsciência plena do médium.
Assim o médium se aperfeiçoa poderá chegar ao ponto de praticamente nem necessitar de incorporação para ministrar uma consulta por exemplo. Seus dons, a vidência e a sensibilidade mediúnica irão aflorar mais e mais naturalmente.

Estudante : De fato é verdade pq como sou tb medium de transporte...e uma vez um kiumba me pegou e não fiquei consciente.....este egum me pegou era uma alma certo?

Frater Magister: O kiumba é uma entidade trevosa geralmente utilizado por exus como servos astrais. Nem todo Egum é um kiumba, nem todo kiumba é um egum. O Egum é um espírito desencarnado, que teve existência física no orbe terrestre. Creio que vc não entendeu minha explicação sobre a alma e espírito, releia acima.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O Mistério do Segundo Selo

O nome verdadeiro

Selo verdadeiro do Coro dos Anfitriões ou das Dominações

CONJURAÇÃO

Eu, N.N., servo de Deus, desejo, convidar e conjurar a ti, espírito Phuel, pelos mensageiros sagrados e por todos os Discípulos do Senhor, pelos quatro Evangelistas Sagrados e pelos três homens Santos de Deus e por de palavras as mais terríveis as mais sagradas: Abriel, Fibriel, Zada, Zaday, Zarabo, Laragola, Lavaterium, Laroyol, Zay, Zagin, Labir, Lya, Adeo, Deus, Alon, Abay, Alos, Pieus, Ehos, Mihi, Uini, Mora, Zorad, apareçam diante de mim, N.N., em forma humana bonita, e tragam-me o que eu desejo. (nomear)

Este é o selo do Coro das Dominações, ou dos anfitriões. Os seguintes anjos são os mais úteis: Aha, Rosh, Habu, Aromicha, Lemar, Patteny, Hamya, Azoth, Hayozer, Karohel, Wezynna, Patecha, Tehom.

O segredo especial deste selo é que se um homem carregar este selo com ele, lhe trará a fortuna e o bênçãos grandes; é chamado conseqüentemente o selo o mais verdadeiro e o mais elevado da fortuna.

Retirado do 6º Livro de Moisés traduzido pela E.I.E. Caminhos da Tradição
O livro contém os 7 Selos e instruções de trabalhar com eles.
A coleção dos livros de Moisés é fascinante e revela muitos mistérios da Magia.

Maiores detalhes: http://www.cursosdemagia.com.br/grimorios.htm

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Desenvolver os atributos dos Arcanos Maiores do Tarot

Atenção, os exercícios são feitos com o Tarot Cigano.


Para desenvolver o Mago

Este Arcano representa a busca superior, a procura da verdade de cada um, através de sua própria capacidade e da força do seu Eu Interior. O Mago está em pé, diante de uma mesa sobre a qual se encontram a taça, o punhal e a moeda. O bordão está em sua mão esquerda. O seu chapéu tem a forma de um oito, o infinito. Capaz de manipular criativamente os objetos a sua disposição, ele tem tudo para chegar ao sucesso em pensamentos, palavras e ações.

Para desenvolver este atributo, você deve escrever a palavra “Mago” em um pedaço de tecido branco, colocá-lo dentro de uma taça e queimar sobre ele uma vela branca.

Disponha a taça juntamente com um punhal e uma moeda sobre uma mesa como no desenho da carta, mas segure a varinha com a mão direita, abrindo assim um canal para receber em seu ser a Energia Criadora Divina através do Mago.

Retirado do Curso de Magia Cigana da E.I.E.
O curso contém os 22 rituais dos Arcanos Maiores, 50 Magias para o Amor, 50 Magias para a prosperidade, Magias Infantis para beleza, saúde e muito mais da Cultura e Magia Cigana.

Maiores detalhes:

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

UM APRENDIZADO MÍSTICO APLICADO À VIDA

por Francisco Marengo


Um aprendizado não terá valor se não for compartilhado. Tudo o que fazemos, tudo o que somos, a somatória de nossas experiências nos define. Se nossa capacidade de expressão não for limitada, uma única palavra pode mudar vidas. Mas, sem força, sem expressão, sem energia naquilo que transmitimos, por mais que detenhamos algum conhecimento, nada será realmente revelado, nada fará a menor diferença. A Sabedoria está intimamente ligada a capacidade de expressão. Por exemplo, eu faço uma pergunta: Sabe que neste momento você está cercado pelo Poder Criador? E sabe que pode usar essa Poder, se desejar? E que não importa a direção que você aponte, ou para onde vá, lá também estará esse Poder como um manancial inesgotável?
Sim, para o espaço infinito, um momento pode ser a eternidade. Isso será um fato, mas somente se você agarrar esse momento, utilizando-o para levar a totalidade do seu ser, para onde quer que vá.
Isto que eu revelo a você não faz a menor diferença, pois você poderá não ter conhecimento para utilizar minha revelação. No entanto, se você tivesse conhecimento, minhas palavras bastariam para lhe permitir acender um pavio em seu interior e detonar algo, como uma bomba, quebrando seus limites, seu confinamento em você mesmo.
Somos luz debaixo dessa carapaça, e para um Iluminador só interessa o poder e o conhecimento. Esse conhecimento está um passo além da natureza comum das pessoas.
Assim, gostaria de enumerar alguns passos para preparar o seu espírito a entender o significado mais profundo de minha explicação.
O primeiro passo de um verdadeiro aprendizado consiste em manter a paz interior, quebrar a tensão.
O segundo passo consiste em você começar a ver e interpretar coisas da vida que antes não lhe eram de grande relevância, isso exigirá um esforço mental muito grande, já que sua mente se acomoda no seu mundo, não importando a dimensão de seu trabalho e se ele o conduz para dar a volta o mundo. Se você continuar a ver o mundo com os mesmos olhos, nada realmente importante acontecerá.
O terceiro passo está nas suas atitudes, e a mudança consistente daquilo que pode e deva ser mudado em você. Você pode fazer uma auto-análise e encontrar seus defeitos e virtudes, além de dimensionar o esforço que precisará fazer para criar mudanças que possam trazer uma revelação interior, ou para expandir sua mente e energias ao seu exterior. Cada Mago desenvolve entremeios a sua Tradição uma metodologia mais eficiente de empregar a Arte da Mudança. Evite a trucagem, o melhor caminho e remédio é resistir aos intempéries. Isso transpõe obstáculos e desapontamentos.
O quarto passo poderia ser a humildade. Mas é necessário convencionar o que seja essa humildade e não confundí-la com miserabilidade. Pode-se viver com plenitude e humildade, bastando desprezar a arrogância. Mas ser humilde não significa dar a outra face. A humildade não nos diz que precisamos nos curvar as regras, quando essas necessitam ser quebradas. Devemos aprender a fazer determinadas distinções, pois determinados padrões que a vida nos impõe, poderá nos retroceder ou estagnar. Pense pois a humildade faz parte da vida do Mago, e isso nos leva ao último e grandioso passo.
O quinto passo consiste em não sermos conformistas, como muitos que prostram-se desavergonhadamente de joelhos por qualquer coisa que considerem acima de sua capacidade e poder intelectual além de lamber as botas desse considera seu superior. A mente necessita ser disciplinada a fazer averiguações indo até o limite dos padrões impostos. Mas, não deve ter medo de se tornar diferente por isto. Na verdade para um Mago isso não tem nenhuma relevância. Você deve ser algo a mais, estar degrau acima das concepções que outros criem de você. Surpreenda sempre! Reinvente-se! Se você não mudar nunca saberá. E quem sabe esse não é o melhor caminho para compreender a si mesmo, e deixar vir à tona a melhor parte de si mesmo. O Sol nasce para todos, mas nem todos concebem sua luz da mesma forma, o mesmo brilho que aquece e dá vida, pode também ofuscar e queimar. Pense nisto!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Entendendo o Pactvm Pactorvm



Aqueles que se aprofundam nos estudos do ocultismo percebem que por mais que um mago seja disciplinado e treinado para manter seus dons paranormais apurados, o seu poder é limitado ao plano em que vive. Isto é regra da Natureza à qual todos os seres vivos estão sujeitos e portanto não adianta se iludir que milagres não acontecem.

Para que um mago tenha realmente algum poder superior é preciso ter uma força superior que o ajude. E, esta foi a busca dos magos de todos os tempos. Alguns deles, os mais famosos alcançaram sucesso em sua busca outros fracassaram. Alguns ficaram famosos pelos grandes enganos cometidos. Entre os mais conhecidos está o Rei Salomão, e um grande número de obras lhe são atribuídas. Independente de quem tenha escrito tais livros o fato é que, o grande sigilo dos Pactos está omitido em todos eles. Nenhum livro ou grimório revela a verdeira fórmula de se realizar um Pacto. O motivo para esta afirmação é bastante simples: Existe um segredo por tras de toda a ritualística, é este segredo que obriga a entidade a cumprir o Pacto. Não adianta apenas seguir o ritual ou ter o selo do Espírito. Tanto isto é fato que os selos das entidades são encontrados facilmente na internet e mesmo em posse destes selos, as pessoas não alcançam sucesso em seus rituais. Porém, este segredo jamais poderá ser revelado pelo pactuado, pois se o fizesse estaria quebrando o seu próprio Pacto e revertendo-o contra si. Observe mais a fundo os livros antigos de Magia. Não se tem conhecimento de que estes Magos - os próprios autores dos Grimórios, tenham feito o ritual de Pacto para alguém. Mas prestaram muitos serviços aos monarcas de seus tempos em troca de riqueza e favores.
O nosso ritual também é assim, nós apresentamos as pessoas à entidade como nossos protegidos incumbindo-lhe a missão de trazer-lhe riquezas e bens materiais. Nós não podemos tampouco revelar o Segredo e, se alguém disser o contrário estará mentindo ou cometendo um profundo engano.
É claro que existe todo tipo de coisa por aí, pessoas que realizam rituais absurdos e obsoletos que somente irão piorar ainda mais a própria vida. Outros que acreditam que renegar Cristo e evocar demônios o trará riqueza, e tem loucos até que renegam o próprio Sagrado Anjo Guardião e entregam suas almas à entidades nefastas. Não é assim que funciona, eu diria que é ao contrário!

O primeiro passo é entender o Universo!

Para isto é preciso limpar a mente de todos os conceitos e preconceitos. É preciso olhar em terceira pessoa, como quem observa lá de cima tudo o que acontece aqui em baixo. Nossas verdades deixam de existir. Percebe-se então que há só um criador e que o bem e o mal são relativos. Na verdade tudo segue uma Lei Universal. Nada pode estar contra o Criador, portanto nosso Pacto deve ser feito com o seu consentimento!
Anjos & Demônios

São concepções humanas. Existem entidades Celestes e Entidades Telúricas. As entidades telúricas são as responsáveis pelas coisas materiais, as celestiais pelas coisas espirituais. É preciso reconhecer a hierarquia e as funções de cada entidade. Da mesma forma que você não vai pedir ao padre que seja seu advogado!

Lúcifer

É o Regente Planetário da Terra. Todos os planetas e corpos Celestes têm seu regente e uma hierarquia abaixo de si, responsável por diversos setores. Mal interpretado, chamado de Anjo Caído, talvez um grande erro na tradução ou uma demoninação proposital daqueles que queriam manter o poder nas mãos. Em nosso entendimento consideramos que a maneira correta seria dizer: “O Anjo que desceu para governar o plano material”. Desceu com uma missão e não caiu como erroneamente dizem. Lúcifer significa: “O Portador da Luz”. Como o “Portador da Luz” poderia ser uma entidade trevosa?
O Bem e o Mal moram dentro de nós!

O homem é a maior manifestação de Luz e de Trevas! Nenhum outro ser no Universo pode amar ou odiar tanto quanto o homem. As entidades existem com diversas funções mas quem as ativam somos nós, os seres humanos!

O Pactvm Pactorvm é um Pacto de Luz, feito sob os auspícios de Adonai. Através deste Pacto com Adonai, onde entregamos o nosso corpo e a nossa alma à Ele, consguimos o seu consentimento para que Lúcifer, seu designado para Reger o Planeta permita que seus subordinados realizem os nossos desejos.

A entidade do ritual

A entidade responsável pela riqueza está abaixo de Lúcifer. A seu pedido nós não podemos revelar detalhes do ritual. Mas, como a proposta de nossa escola é descortinar o ocultismo, por isso resolvemos atualizar esta página trazendo o máximo de explicações possível. Como já dissemos anteriormente, cada entidade possui uma função. Esta entidade é responsável pela riqueza. Portanto, ela não irá jamais ser responsável por outras fatalidades que por ventura venha a acontecer na vida do pactuado. Há pessoas que temem o pacto com medo de que algo aconteça com seus entes queridos, ou a sí próprio. Isto não irá acontecer porque não faz parte de sua natureza. É importante ressaltar isto. Tampouco há que entregar almas, pois esta já é entregue à Adonai no primeiro Pacto. É preciso ter a mente bastante esclarecida para entender que o Pactuante não está fazendo nada errado e nem cometendo nenhum pecado. Apenas está contatando com uma entidade, criada pelo mesmo Deus que criou o homem e tudo o que existe, e que esta entidade tem o poder de trazer-lhe riquezas. Nada mais!

Ainda restaram dúvidas? No link abaixo você encvontrará 17 ensaios relacionados e uma FAQ de perguntas e respostas sobre o tema.
 
http://www.cursosdemagia.com.br/pactumpactorum.htm