quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Material Gratuito

Grande Dicionário de Ciências Ocultas, Alquimia e Demonologia
É realmente um manual que todo Magista ou estudante de magia deve possuir. Trata-se de um trabalho de anos de pesquisa nas mais diversas fontes, incluindo antigos grimórios e manuscritos da inquisição. Muito mais que um simples dicionário é um manual e livro de História da Magia contando todos os fatos importantes que nossos antepassados bruxos e magos passaram para deixar-nos os conhecimentos que recebemos hoje de forma tão simples e confortável que muitas vezes não damos o valor merecido.
São 311 páginas no formato A4 que equivale a um livro de 622 páginas essenciais para o bom desenvolvimento nas Artes Mágickas. Este material esta de fato muito interessante.
ATENÇÃO:
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Seja bem vindo!

Mictlantecuhtli e Mictecacihuatl

Mictlantecuhtli e Mictecacihuatl
O Senhor e a Senhora de Mictlan, 
a região dos mortos.

Mictecacihuatl


De acordo com a mitologia Azteca Mictlan era o local para onde iam todas as pessoas que morriam de causas naturais. Mas o caminho não era fácil, antes de se apresentar aos “amorosos guardiães do submundo” o recém desencarnado deveria superar diversos obstáculos. Pedras gigantescas que rolavam de colinas, ventos,  desertos, o crocodilo Xochitonal e um caudaloso rio que o morto atravessava com a ajuda de um cão que era sacrificado no dia de seu funeral. Ao chegar, então o defunto deveria fazer oferendas aos Deuses do submundo.
Mictlantecuhtli e Mictecacihuatl foram sem dúvidas as deidades às quais se encomendavam as almas dos mortos, mas também eram invocadas por aqueles que desejavam o poder da morte. O templo dos Senhores da Morte se encontrava no centro cerimonial da  antiga cidade de Tenochtitlan no México, seu nome era Tlalxico que significa “Umbigo da Terra”, ali se encontravam fileiras de crâneos.
Mictlantecuhtli
Haviam outras representações da Morte. O Tzompantli por exemplo era um aparato feito de estacas  onde se colocavam crâneos e formavam grandes fileiras. O Tzompantli assemelhava-se à um ábaco. Eram encontrados nos grandes templos do México antigo e eram considerados como uma parte importante do culto  não só dos sacerdotes, mas também de gente comum. Além dos Tzompantlis tão conhecidos e famosos também existiam diferentes representações da morte, quase sempre como figuras de caveiras entalhadas em pedra, barro ou belamente pintadas nos livros antigos chamados códices.
Foram encontradas também caveiras humanas adornadas com colares e conchas no lugar dos olhos. Os especialistas não chegaram a um acordo sobre o significado destas caveiras, mas supõe-se que tratam-s de oferendas aos senhores da morte. Por toda parte no México, onde há rastros de morte, estão os adornos da Deusa Coatlicue, nas oferendas, incensários, rituais e  em figuras de todo tipo e tamanho.
Tzompantli: Os guerreiros inimigos capturados em batalhas pelos Aztecas eram decaptados e suas cabeças cravadas em lanças formando um muro.


Tudo isso nos indica que houve um culto muito forte à Morte entre os antigos mexicanos e isso sem levar em conta os Mayas, os Tarascos e os Totonacos que também cultuaram à Morte mui amplamente. (continua...)




La Santa Muerte

“Muerte querida de mi corazón, no me desampares com tu protección.   


*
Jesuscristo vencedor, que em La cruz fuiste vencido, vence a (fulano) que está vencido conmigo; em nombre del Señor, manso como um cordero, manso como uma flor de Romero, tienes que venir, pan comiste, de El me diste; quiero que me traigas (fulano) por La palabra mas fuerte que me dijiste, quiero que venga a mi humillado; rendido a mis plantas llegue a cumplirme lo que me há ofrecido; así como creó señor no me será imposible  te suplico encarecidamente, me concedas esto que te pido com esta novena, prometiéndote ser tu mas fiel devoto hasta El fin de mi vida. Amén.


*

      Ultimamente muito se tem falado sobre o culto renascido no México da Santa Muerte. Sim renascido, não se trata de um culto novo porque desde a antiguidade os povos pagãos sempre cultuaram Deuses que representavam a Morte de uma forma muito respeitosa e sem nenhum tipo de preconceito tal qual a “Santa Muerte” vem enfretando.
O culto da Morte existe no México há mais de três mil anos. Os povos antigos que ali habitavam concebiam a Morte como necessária e comum à todos os seres da Natureza. Acreditavam que os ciclos naturais como o dia e a noite ou as mudanças de estações eram equivalentes à vida e à morte. Foram encontradas em território mexicano figuras gravadas em barro que datam desta época representando  a vida e a morte com figuras humanas encarnadas pela metade, representando a dualidade entre a vida e a morte, mostrando o que se há por dentro. Acredita-se que à partir daí espalhou-se por toda a região que hoje é o México a cultura entre os diversos povos que ali habitavam, entre eles podemos citar:  mayas, zapotecos, mixtecos, totonacas entre outros.
Mas, os Aztecas foram os que aderiram mais fortermente ao culto da morte, levando sua devoção aos extremos. (continua...)