domingo, 16 de junho de 2013

O Símbolo do Zodíaco e os Apóstolos de Cristo.

Pergunta de um estudante: Qual a relação de Cristo com o zodíaco como é representado no afresco pintado por Leonardo Da Vinci representando a Santa Ceia?

O Zodíaco

Francisco Marengo (Frater Magister):  Vamos começar essa compreensão visualizando a figura do Zodíaco. No meio do símbolo você encontra o Sol, esse símbolo antigo foi concebido para representar a passagem do Sol através do ano. A palavra zodíaco vem do grego e significa "círculo de animais". O simbolo foi dividido em quatro partes, traçando uma cruz exatamente sobre o Sol. Então agora, focando na jornada do sol, vemos que no mundo antigo, muito tempo antes do suposto nascimento de Jesus, você encontra diversos "outros" deuses cujo aniversário era celebrado dia 25 de dezembro. E por que será? Porque em dezembro em torno de 21 e 22 de dezembro é o ponto mais baixo do ciclo anual solar no hemisfério norte, que é chamado de solstício de inverno ou como conhecido no Paganismo por Yule. Nesse período os povos antigos diziam que o Sol ou o Deus havia morrido e três dias depois ressuscitaria, ou seja, o Deus-Sol começaria sua jornada até seu ápice no verão e nesse dia, 25 de dezembro, era dito que o Sol renasceu novamente. 
Constantino
Assim, temos o cristianismo criado por um Imperador Romano Constantino adorador do Deus-Sol, através do Culto do Sol-Invictus. Ora, esse fato não era de se estranhar, pois já a muito tempo antes já existia o sincretismo religioso que trocava o nome dos deuses conforme a cultura e o povo. Ou então, os deuses dos vencidos eram transformados em demônios. Assim, o Imperador Constantino e o Catolicismo Romano nada mais fez, do que adaptar cultos antigos, sincretizá-los em santos e virgens, e demonizar aquilo que não lhe fosse conveniente. É por isso que o aniversário de Jesus é dia 25 de dezembro, e se diz que quando ele morreu levou três dias para ressuscitar. Na altura da Páscoa, o Sol entra em Áries - o Cordeiro, então Cordeiros eram sacrificados nessa época, porque os antigos acreditavam que ao sacrificá-los aos deuses, eles teriam boa fortuna, fertilidade e seus pecados ou faltas seriam perdoadas. É nesse ponto que você encontra o simbolismo de Jesus e de tantos outros espelhos no mundo pré-cristão, onde se diz que o cordeiro morreu para que nossos pecados fossem perdoados. O que os povos antigos fizeram foi simbolizar o Sol do dia 25 de dezembro como um bebê, um jovem na páscoa e homem forte no início do verão, perdendo seu poder no outono como um homem velho até sua morte no solstício. 
E o Sol era normalmente simbolizado com um homem com longos cabelos. Abaixo a figura de Metraton, a inteligência solar.
Metraton

A cruz celta, por exemplo, representa, a cruz e o Sol. Daí você vê esses símbolos, ou seja, a cruz e a coroa, representando o poder, a monarquia, ritos maçônicos, por exemplo, o Rito de York. 





No famoso quadro de Leonardo da Vinci, Jesus representa o Sol envolto a uma auréola e os doze discípulos, os doze signos do zodíaco, agrupados de três em três, ou seja três vezes quatro, que representam os três meses de cada uma das quatro estações do ano. 



Na antiga Babilônia temos Nimrod, o pai, Tammuz, o filho, eram um, filho e pai, e aí você tinha a rainha Semíramis, a mãe virgem de Tammuz. Daí temos Pai, mãe e filho. A Trindade. Nimrod era representado como a águia bicéfala. Nimrod morreu com um cordeiro aos seus pés, foi posto numa tumba e três dia após se retirou a pedra que selava a tumba e não havia ninguém lá. Curioso, não? Temos outro Deus-Sol, chamado Mithra, que foi encontrado em artefatos na Pérsia. Mithra nasceu em 25 de dezembro, de uma mãe virgem, morreu para que nossos pecados fossem perdoados, trouxeram ouro, incenso e mirra no seu nascimento. Chamavam-no de Vino (vinho?), o senhor pastor, ou seja, tudo aquilo que você encontra no Novo Testamento você descobre que o mesmo era dito sobre Mithra. 

Onde se encontra hoje o Vaticano, foram encontrados artefatos de Mithra, já que era um antigo local de adoração desse Deus. E ele foi cultuado até a suposta época de Jesus, quando mudaram seu nome. O que foi dito sobre Jesus-Mithra é exatamente o que se sabe também sobre Hórus, o filho do Deus Osiris e de Ísis, porque sabe-se que os Fenícios viveram onde posteriormente viveram os egípcios e possivelmente sincretizaram a mesma história, ou seja, Nimrod, Talmuz e Seramis, se tornaram Osíris, Ísis e Hórus no Egito.



Vejamos agora o papa, em sua cabeça, aquele chapéu engraçado, é o Míter. Se você olhar de lado parece uma cabeça de peixe. O peixe é o símbolo de Nimrod, o deus babilônico citado acima, enquanto Semíramis era representada por um pombo, símbolo atual do Espírito Santo. Para maiores informações, leia nosso ensaio sobre o Concílio de Niceia:
http://www.cursosdemagia.com.br/concilio.htm