quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A alma individualizada dos animais


No começo do ano adotamos uma gatinha que havia sido abandonada juntamente com seus cinco irmãozinhos na porta de uma loja de suprimentos agrícolas e animais. Era uma pelotinha de pelo negro, não tinha nenhum mês de idade ainda. Muito boazinha e brincalhona. Cuidamos dela com todo carinho, ela ganhou caminha, brinquedos, amor e carinho de todos da família. Só que ela aprendeu a subir no muro e não sabia descer, porque era ainda bem pequena. Mais ou menos depois de três meses a gatinha sumiu. Ficamos muito tristes, procuramos por toda parte, mas não achamos. Ás vezes escutávamos miados por perto e procurávamos, abriamos a janela do quarto pare ver se não estava no telhado dos vizinhos. A minha casa é um sobrado de dois andares, e as casas dos vizinhos são baixas, mas nada víamos. Várias vezes sentimos a gata pular em nossas camas à noite e ao acender a luz nada. Então concluímos que a gatinha estava morta e o espírito dela esta conosco em casa.
Mas, depois de quase dois meses desaparecida minha filha foi ao banco e encontrou uma gatinha igualzinha ela e muito amigável. Então levou até a sede da escola, e a gatinha parecia reconhecer tudo. Brincava e rolava nos tapetes como antes. Trouxemos a gatinha de volta para o lar e ela parecia reconhecer tudo. Foi direto ao local onde ficava os seus pratinhos de ração e areia. Brincou com as crianças, pulou no meu colo e tomou banho sem contestar. Sem dúvida era ela! Concluímos então que o espírito do gato devia ser certa entidade que trabalha conosco e às vezes se apresenta assim.
Tudo bem, festejamos a volta da nossa “Aristogata”. Ontem, de acordo com a carteirinha de vacinação era o dia dela tomar vacina. Minha filha levou e ao chegar lá a dona disse: - “meu gatinho que sumiu!”
Claro que não, defendeu-se minha filha, é gata!
A dona continuou insistindo que era macho e castrado, por isso não havíamos percebido bem as “partes” do gatinho...
Minha filha se recusou a devolver o gato e por fim a mulher concordou, afinal lá aparece constantemente animais para serem doados. E, nós temos duas crianças pequenas em casa que amam este gatinho.
Quando ela chegou em casam verificamos que realmente o gato é macho! É o irmãozinho dela. Ele não estranhou as crianças porque a babá sempre os levava para ver os bichinnhos da loja e ele estava lá. Mas, o mais impressionante é, como ele reconheceu a casa? Como sabia o local dos pratinhos de comida e fez tudo igual a outra gatinha?
A gatinha continua pulando em nossas camas à noite. Temos certeza que ela está aqui com ele e, às vezes o flagramos brincando com algo invisível...
Há quem não acredita que os animais têm inteligência. Mas eu acredito e vou além disso: Eles tem inteligência e alma individualizada sim!

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