O Fascínio do Homem pelos Mistérios


O invisível sempre causou grande fascínio e despertou forte interesse no ser humano. Há vestígios de que o homem já praticava rituais e possuía instinto religioso e devocional desde as épocas pré-históricas. O homem, antes de se tornar Homo-Sapiens já percebia a existência de uma força criadora maior. Ou seja, nossos antepassados conscientizaram-se de Deus anteriormente à conscientização de si mesmos tão onipresente Ele é.

O homem de Neanderthal viveu entre duzentos e cinquenta e trinta mil anos atrás e já enterrava os mortos em cavernas e deixava comidas e objetos como oferendas. Estes ancestrais já percebiam a ligação do homem com todas as forças da Natureza. Entalhes e gravuras feitas por eles em cavernas revelaram ao homem moderno um pouco de sua origem.

Embora o homem tenha descido das árvores e evoluído até os nossos tempos onde há tecnologias tão modernas que espiam outras galáxias, o ser humano ainda carrega consigo o mesmo fascínio pelo Oculto. Ainda hoje, depois de ver submarinos, computadores e aviões, continuamos admirando a abóbada Celeste. Nos maravilhamos com a imensidão do cosmos e a beleza da Lua. Nós, como os primeiros habitantes do planeta ainda esperamos por dias de sol, nos preocupamos com a escassez da chuva e enfeitamos nossas casas com flores. Admitimos que não há criação do homem que supere em beleza e perfeição a Natureza e temos uma real necessidade de estar próximos à ela apesar de todo conforto que uma vida moderna pode nos proporcionar.

Ao nos aprofundarmos no estudo da humanidade nos deparamos com povos tão primitivos e separados por distâncias além dos mares que seria impossível a hipótese de que houvessem tido algum tipo de contato e, todavia praticavam cultos semelhantes e possuíam crenças praticamente idênticas. Não é mera coincidência. Independente de sua raça ou de sua língua o ser humano possui a mesma essência. Esta essência pode perceber as forças invisíveis. O seu subconsciente intui a sua origem e a sua alma se alimenta desta força Universal. Nós sabemos que somos parte dela e qualquer separação é ilusória. O homem carrega dentro de si uma busca incessante por sua verdadeira origem. Há muitos mistérios a serem desvendados. E, se ainda não sabemos quiçá quem somos, como poderíamos conhecer tudo o que existe no Universo? Como poderíamos afirmar que não há vida em outros planetas diante? Como não se sentir como um grão de areia se nossa mente não pode sequer mensurar as distâncias entre planetas e galáxias. Á todo intante cientistas e satélites localizam mais um corpo celeste ou flagram uma explosão que é o nascimento de mais um planeta. Como podemos afirmar que não há vida depois da morte? Ou que não existem seres espirituais se não conhecemos nem todas as espécies terrestres e submarinas? Sequer conhecemos o nosso corpo perfeitamente e nos falta a cura para diversas doenças, quem dirá os mistérios de nossa alma!

Embora não a conhemos, nem a vemos, sabemos que temos uma alma. Como? É através dos nossos sentimentos. De onde eles vêem? Os sentimentos não são instintos físicos como a dor ou a fome. Nós não sabemos localizá-los, nem a ciência consegue explicar a origem. Talvez explique a reação que eles causam no corpo físico, nada mais.

Diariamente as pessoas mantém contato com seres espirituais e presenciam fatos inexplicáveis para a ciência e ainda assim há quem não acredite na existência do plano astral. Talvez porque o homem tenha medo do desconhecido, negá-lo seria uma defesa natural. Assim como acender a luz na escuridão. Mas o fato é que, uma coisa não deixa de existir só porque você não acredita nela!

Magos da antiguidade mantiveram contato com diversas entidades e nos deixaram conhecimentos que por eles mesmos, não poderiam ter. Por exemplo os conhecimentos astronômicos, com as distâncias exatas e cálculos milimétricos sem ao menos possuir uma luneta. Estes magos perceberam a ação que estes planetas exerciam sobre a Terra e nos deixou até os nomes dos seres espirituais que presidiam os diversos planos astrais e as formas de contatá-los. Isso não é uma mera ilusão, pode ser comprovado com a realização de um ritual mágico bem elaborado.

Diversos livros antigos, até a Bíblia, o Corão, o Zohar tem registros do uso da Magia. No velho testamento temos Moisés que fez diversas proezas. Abriu o mar, trasformou o cajado em serpente, enviou a praga de gafanhotos, etc. Segundo o relato, Moisés era ajudado por “Deus”, mas quem prova que era “Deus”? Na verdade podemos afirmar que sim, era Deus, porque ele é tudo o que existe. Bem e mau é uma concepção humana. O resto existe porque é necessário. O Zohar nos conta do Rei Salomão que era o mais amado por Deus, por isso os espíritos rebeldes o obedeciam e lhe davam tudo o que desejava. O novo testamento temos Jesus com diversos milagres. Provavelmente milagre não é Magia, pois esta mesma religião condena o uso de Magia. No livro da Sagrada Magia de Abramelin ele descreve como fez para se purificar e merecer que Deus lhe desse permissão para que os espíritos caídos lhe proporcionassem tudo o que desejasse. E, ao conseguir realizar a Magia a primeira coisa que receberia era um tesouro que lhe permitiria viver o resto da sua vida na opulência sem a necessidade de trabalhar para se dedicar inteiramente à Magia. Quem são estes espíritos caídos? Porque são eles quem concedem os desejos dos seres humanos e não os seres celestiais? Se são seres do mau porque obedecem à Deus e só presenteiam àqueles que o Todo Poderoso lhes permite?

Provavelmente porque não são maus e, caídos talvez tenha sido uma má interpretação ou deturpação da intenção original: “Descidos do Céu para governar o plano físico”. Afinal, quando dizemos que uma coisa cai do céu para nós, nos referimos às coisas boas!

John Dee e Eduard Kelly também usaram o mesmo sistema de purificação para receber o conhecimento da Magia Angelical. Mas o Anjo do Conhecimento é Lúcifer, o Portador da Luz! Se a Luz é boa, então não faz nenhum sentido conceber Lúcifer como um ser malígno.

Paulo Coelho escreveu: “Todo guerreiro da Luz já acreditou que ele não fosse um guerreiro da Luz”. Eu também já pensei que eu não fosse uma guerreira da Luz, mas agora eu sei que sou!

Salve o Imperador Lúcifer Nostri patri Excelsi!

Sóror Fortuna

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