sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Páscoa - data correta de celebração e Importância da data ritualística


Os antigos manuscritos e textos religiosos nos revelam dados e datas importantes para a realização de rituais. O homem moderno, sempre apressado, tende a simplificar as coisas e esquece de respeitar o Princípio do Ritmo e principalmente o Ritmo da Natureza.

O Papiro de Leiden, data do Séc. XIII a.C. e nos fornece datas impressionantes para realização de rituais, principalmente no que se refere à Páscoa. É, surpreendente imaginar como em tempos tão remotos denominados de “Antiguidade Tardía” os Gregos já possuíam conhecimentos tão precisos de Astronomia.

As partes do Papiro que foram conservadas, descrevem ritos Iniciáticos ou “Ritos de Passagem”, que conduzem a pessoa à outra existência mediante a transformação do velho em novo. As cerimônias se realizavam dentro do culto a Eón, Deus da Eternidade em Alexandria. Estes ritos eram chamados de “Ritos de Apatanathismos”, que significa “Tornar-se Imortal” mas não fisicamente como se pode imaginar, o significado era mais profundo “Tornar sua alma imortal unindo-a ao Criador”. Os ritos antigos eram celebrados geralmente como um Teatro Sagrado, onde o homem encenava a “Criação do Mundo”, assumia personalidades mágickas e até xamânicas emitindo gritos imitando vozes de animais e por fim encenava o seu próprio nascimento na forma de um Deus. O papiro fala sobre a preparação do Neófito, ritos auto-iniciáticos e ritos celebrados dentro de um grupo ou Ordem onde o Iniciando passava por provas que poderia ser reprovado caso não atingisse as expectativas do rito.

No “Oitavo Livro de Moisés” são descritos ritos similares ou idênticos aos ensinamentos do Papiro em grego, egípcio, hebraico e aramaico.


A DATA CORRETA DA CELEBRAÇÃO DA  PÁSCOA OU RITO SIMILAR



Trata-se, do período em que o sol está entre os meses de Peixes e Áries. Para estes dois períodos se indicam as fases da lua desde a lua nova até a lua nova durante a qual o sol se move do carneiro ao touro. Sob a lua cheia em Áries, ao dia 44 da fila correspondente à “Cerimônia do Papiro”, o aluno advertirá o símbolo da lua cheia à direita da seta indica o dia festivo. No Papiro de Leiden, o dia festivo ocorre no dia da lua cheia em Áries, que é a lua cheia equinocial. A Páscoa judia se celebra no mesmo dia, o 14 de Nisán (1ª Lua cheia da primavera). É praticamente seguro que os cristãos antigos de Jerusalém celebravam sua Páscoa no mesmo dia. Assim faziam os cristãos da Ásia Menor, que são conhecidos como os Quartodecimanos devido ao fato de que sua Páscoa ocorria no dia 14. Portanto a igreja cristã se distanciou deliberadamente dos judeus, a Páscoa deixou de ser celebrada no dia da lua nova e passou a ser celebrada no domingo posterior à lua cheia da primavera. Por isso no diagrama, o signo da lua cheia à direita da seta é que indica o dia festivo. Tanto na tradição judia, como na cristã, e na pagã como registra o papiro, se exige observar um período preparatório durante os 40 ou 41 dias anteriores ao acontecimento. Do mesmo modo em que as datas das festividades são similares, os períodos de preparação são quase iguais.


O papiro de Leiden estipula que a partir do dia da lua cheia em Áries se deve contar 41 dias para trás, e que os ritos de purificação devem ter início nesta data.

Sem contar o último dia, um jejum de 40 dias precede a Páscoa Cristã. Sim, este dia também se inclui no período preparatório do Papiro de Leiden, ambos se correspondem exatamente. Os períodos de preparação do jejum início imediatamente depois do dia da lua nova e da transição solar de aquário para peixes: trata-se do dia em que o filo da lua crescente se observa pela primeira vez.

Resulta clara a existência de uma conexão entre a data do papiro de Leiden, a Páscoa Judia e dos Quartodecimanos. Durante o período helenístico, os judeus não possuíam grandes conhecimentos astronômicos: no livro de Enoch calcula-se o ano com 364 dias. Sem sombra dúvidas, Alexandria era um dos grandes centros da astronomia grega, onde as estações se identificavam por equinócios e solstício e se empregava um complicado calendário lunisolar. As datas do papiro de Leiden são as calculadas pelos astrônomos de Alexandria. Assim se conclui que os judeus da Palestina adquiriram seus conhecimentos astronômicos de seus correligionários de Alexandria.



Estre trecho foi retirado do CD: “Rituais da Antiguidade”


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